segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

dica 0007 - Se reproduzir como ratos


Os ratos existem há 65 milhões de anos, com sua morfologia básica permanecendo inalterada até os dias de hoje. Para se ter uma idéia, espécies que podem ser consideradas humanas existem há somente 200 mil de anos. Muito se diz dos tubarões, seres próximos da perfeição para o ambiente em que reinam. Mas os ratos não ficam atrás. E um grande segredo do sucesso evolutivo de tais criaturas é uma exímia capacidade reprodutiva. Capacidade esta que você, como baixo-classista, copia. É como um romano pervertido de 43 a.c., Ovídio, disse: "É justo aprender, mesmo que do inimigo". Não que os ratos sejam nossos inimigos, mas, bem... Você entendeu.
Portanto, siga à risca aquilo que o demiurgo YAWEH anunciou através de um megafone quando criou os primeiros humanos: "Crescei e multiplicai vos sobre a terra, como candidíase na vulva de uma baixo-classista" (Gênese, capítulo 1, versículo 28). Reproduza-se como louco. Jamais use camisinha. Jamais administre anticoncepcionais (Tambem conhecido como "pírula"). Abortar, então, nem se fala. E, mais importante, nunca, eu repito, nunca, faça cálculos para ver se seu orçamento de poucos salários (literalmente) mínimos suficientizará a criação digna de seu trigésimo oitavo filho, Washington Denilson.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dica 0006 - Se excitar com acidentes


Um trágico acidente de trânsito. Pedaços de corpo espalhados no asfalto. Um carro totalmente destruído. Sangue. Muito sangue. Por todos os lados. Se a mera menção desta cena lhe causou asco ou qualquer outra forma de desconforto, você deve se esforçar mais em sua jornada rumo ao pleno baixo-classismo. Se, por outro lado, sentiu-se extasiado, até mesmo sexualmente excitado, parabéns: Você é um exemplo de baixo classista, e uma inspiração aos colegas de classe.
O genuíno baixo-classista deve, obrigatoriamente, observar um acidente, geralmente de trânsito, sempre que este ocorrer. E não basta observar e ir embora. Você deve dispensar tempo, e muito tempo. Quanto mais miséria o acidente houver causado a alguem, melhor. Perca horas. Perca compromissos. Deixe de comprar aquele saco de cimento que pretendia utilizar para seu "puxadinho" que está na oferta no extra. Deixe um de seus incontáveis filhos morrer de dispnéia, pois você o "esqueceu" trancado em seu carro de 1980 e poucos. Sempre que um acidente ocorre, é natural vermos legiões de baixo-classistas deixarem suas humildes casas ou lojas aonde se auto-escravizam, digo, trabalham, e se aglomerarem rapidamente em torno de um acidente, expelindo gases e brigando por uma posição privilegiada que permita um melhor vislumbre da massa encefálica que está esparramada no asfalto como manteiga de quinta categoria em pão do dia anterior. E é plenamente natural que fiquem horas olhando e se deliciando com o acidente, como um bando de capivaras mesmerizadas observando, imóveis, uma tela do Andy Warhol em uma noite de lua cheia.